quinta-feira, 30 de abril de 2009

TRAVESSAS DE SACAVÉM


Pela indicação existente num painel de azulejo à entrada da Fábrica de Loiça de Sacavém, pensa-se que a fábrica foi fundada em 1850 por Manuel Joaquim Afonso mas talvez só viesse a laborar em 1856.

Ao fim de poucos anos a Fábrica de Loiça de Sacavém tornou-se uma das mais importantes em Portugal na produção cerâmica, principalmente no fabrico de faiança fina de caulino.

A fábrica situava-se às portas de Lisboa na Freguesia de Sacavém no sitio da Quinta do Aranha junto à linha do comboio da Azambuja.


A fábrica tornou-se tão importante que o Rei D. Luis concedeu-lhe a honra de se chamar Real Fábrica de Loiça de Sacavém.


A Fábrica passou por vários donos, começando pelo português Manuel Joaquim Afonso.

De seguida e devido a problemas de tesouraria foi vendida mais ou menos entre 1961 e 1963 a um inglês de nome John Scott Howorth.

Em 1894, um ano depois da morte de John Scott Howorth, a viúva a Baronesa Howorth de Sacavém fez uma sociedade com um inglês de nome James Gilman.

Em 1909 James Gilman assume sózinho o controlo da fábrica depois da morte da Baronesa.

Depois da morte de James Gilmane em 1921, ficou na gerência da fábrica o seu filho Raul Gilman à sociedade com o também inglês Herbert Gilbert.

Em 1962 Leland Gilbert filho de Herbert Gilbert foi para a administração.

O último proprietário da fábrica foi Clive Gilbert a partir de 1970.

A fábrica encerrou em 1983.









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